Leopoldo Luque, neurocirurgião de Diego Maradona, negou responsabilidade pela morte do ex-jogador, ocorrida em 25 de novembro de 2025. O depoimento aconteceu em San Isidro, na Grande Buenos Aires, nesta quinta-feira (16).
Luque afirmou ser inocente e expressou pesar pela morte de Maradona. Disse que não tinha responsabilidade pelos cuidados domiciliares, pois não era responsável por esse tipo de atendimento.
O caso analisa possíveis falhas no atendimento ao ex-jogador, que se recuperava de uma cirurgia para hematoma subdural. Maradona morreu em residência na região metropolitana, durante cuidados em casa.
Envolvidos e acusações
Além de Luque, integram o processo a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, os médicos Nancy Forlini e Pedro Di Spagna, o representante da empresa de enfermagem Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón. O grupo é acusado de homicídio simples com dolo.
A promotoria descreve o atendimento residencial como precário e aponta abandono de Maradona, com possível relação causal entre as falhas e a morte. A pena prevista pode chegar a 25 anos de prisão.
Próximos desdobramentos
Este é o segundo julgamento relacionado à morte de Maradona, após a anulação do primeiro por irregularidades processuais. Luque rejeitou um laudo oficial que descreveu edema pulmonar e agonia prolongada.
O médico também contestou informações sobre a foto do corpo de Maradona, afirmando que o estado não indicaria quadro não detectado, mas seria consequência de manobras de ressuscitação realizadas.
Depoimentos de testemunhas, incluindo Giannina Maradona, estão marcados para a próxima semana, com nova audiência programada para terça-feira (21). As defensorias pedem continuidade sem novas interrupções.
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