De acordo com diretrizes recentes, motoristas ainda subestimam o tempo em que o álcool permanece no organismo. Mesmo horas após beber, a substância pode comprometer a direção e gerar penalidades.
Casos como o de motoristas que, horas depois de ingerir álcool, são autuados pela autoridade de trânsito, têm levado à suspensão da CNH e a multas mais frequentes nas blitzes. A avaliação envolve nível de alcoolemia e comportamento em vias públicas.
Em São Paulo, as fiscalizações aumentaram e as autuações por alcoolemia bateram recordes em 2025, com quase 20 mil infrações. O dado representa alta de 56% frente a 2024.
Na capital, o crescimento chegou a 31%, com 2.865 autuações em 2025, ante 2.191 em 2024. As Operações Direção Segura (ODS) passaram de 565 para 1.273 fiscais, refletindo maior alcance de ações.
O total de veículos abordados também cresceu 95%, chegando a 781 mil. Contudo, a proporção de motoristas autuados caiu de 3,1% para 2,5% no período.
Entre os casos, houve 18.878 recusas ao bafômetro, o que implica multa de cerca de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 12 meses, conforme legislação vigente.
Mitos e verdades sobre o bafômetro
Algumas práticas — como vinagre, antisséptico bucal ou chocolate — são discutidas como tentativas de burlar o teste. O Detran-SP afirma que nenhuma dessas estratégias funciona.
O etilômetro detecta álcool absorvido, circulando no sangue e eliminando-se pelos pulmões. Em alguns casos, carência de bebida alcoólica não impede resultado positivo, desde que haja sinal de álcool presente.
Medicamentos que aceleram o metabolismo do álcool não alteram a quantidade de álcool no sangue nem o que é detectado pelo bafômetro, segundo especialistas. A orientação é informar o agente se houver qualquer dúvida.
Não existe nível seguro para dirigir após o consumo. E estratégias como tomar café ou esperar não aceleram a eliminação; apenas o tempo reduz a alcoolemia. Dirigir após beber continua arriscado e passível de autuação.
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