Diana Sanders ganhou uma ação contra a Carnival Corporation após alegar que a tripulação do navio Carnival Radiance lhe serviu 14 doses de tequila em cerca de oito horas, deixando-a visivelmente alterada. O caso foi julgado em um tribunal federal da Flórida, em Miami, e o veredito saiu em 13 de abril de 2024.
A autora, residente na Califórnia, afirmou que foi exposta a bebida alcoólica mesmo apresentando sinais de intoxicação. Segundo a queixa, a tripulação continuou a servir bebidas enquanto Sanders demonstrava desequilíbrio, balançando e gaguejando.
O acidente ocorreu a bordo do navio de cruzeiro em janeiro de 2024. Sanders relatou que, após ficar inconsciente, acordou no pé de uma escada com ferimentos, incluindo concussão, lesões nas costas e sofrimento mental extremo.
O júri considerou que houve negligência de ambas as partes, mas atribuiu 60% da responsabilidade à Carnival. A decisão estima danos no valor de 300 mil dólares a favor da passageira.
A Carnival divulgou que discorda do veredito e planeja recorrer. Em defesa, a empresa argumentou que Sanders teve conduta negligente ao consumir álcool e não reconhecer os riscos envolvidos.
Contexto do processo
O advogado de Sanders, Spencer Aronfeld, destacou que casos de superdosagem de álcool em cruzeiros são complexos e citou relatos de que a vítima perdeu a consciência e acordou sem saber como chegou ao fundo das escadas.
Reação da defesa
A defesa da Carnival contestou a gravidade dos danos atribuídos e afirmou que o navio cumpriu suas responsabilidades ao monitorar o consumo de bebidas, conforme descrito nos autos. O desfecho pode depender de novas etapas processuais.
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