Adolescentes que passam a iniciar as aulas mais tarde apresentam melhoria no sono, na saúde e no desempenho escolar. O estudo ocorreu na Escola Secundária de Gossau, na Suíça, com participação de alunos de 14 anos avaliados antes e depois da mudança de horários.
Pesquisadores da Universidade de Zurique acompanharam 754 estudantes ao longo de uma semana típica, comparando padrões de sono, bem-estar e resultados acadêmicos. O modelo permite iniciar o dia às 7h30 ou às 8h30, além de oferecer módulos opcionais no almoço ou à tarde.
Horários flexíveis
No novo formato, 95% dos alunos optaram por começar mais tarde. A mudança resultou em acordar 38 minutos mais tarde e ganhar, em média, 45 minutos de sono por noite. Os jovens relataram melhoria na qualidade do sono e bem-estar geral.
A flexibilidade também reduziu dificuldades para adormecer, aumentou a disposição diurna e elevou a atenção nas aulas. Estudos indicam que dormir bem reforça a concentração e a memória de curto prazo.
Impactos no aprendizado e na saúde mental
O estudo, publicado no Journal of Adolescent Health em 2026, aponta melhor desempenho em inglês e matemática após a adoção do início tardio. Dormir adequadamente está ligado à melhora cognitiva e à redução de fadiga e ansiedade.
Dados do Observatório Suíço de Saúde em 2022 indicam que quase metade dos adolescentes entre 11 e 15 anos já apresentam sinais de fadiga, tristeza e irritabilidade. A adaptação do início das aulas ao ritmo biológico é ressaltada como medida para proteger a saúde e favorecer o aprendizado.
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