Na manhã desta segunda-feira (20/4), cerca de 200 pessoas ficaram ilhadas no topo do Morro Dois Irmãos, na Zona Sul do Rio. A causa foi uma operação policial na região vizinha do Morro do Vidigal, com intensos tiroteios que abortaram o retorno dos visitantes.
A ação foi promovida pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) com apoio do Ministério Público da Bahia. O objetivo era desarticular uma quadrilha baiana que atuava no estado de origem e utilizava comunidades do Rio como esconderijo.
Entre os ilhados estavam visitantes de Portugal, Brasil e outros estados. Segundo relatos, houve barulho de tiros e a presença de helicópteros da polícia, mas as pessoas seguiram orientações de segurança para aguardar até a liberação para descer.
Portugal foi representado por Austécia e por duas mulheres chamadas Maria. Elas afirmaram que o grupo recebeu instruções para se abaixar e aguardar, sem vivenciar maiores dificuldades, e que o episódio terminou rapidamente.
Turistas de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas também relataram o susto. Conforme um visitante brasileiro, houve instruções para sentar e a situação foi marcada pela incerteza durante o confronto.
Desdobramentos da operação
Os agentes buscavam capturar chefes de uma facção atuante em Caraíva, litoral baiano, que usava comunidades cariocas como esconderijo. Durante a incursão, Núbia Santos de Oliveira foi presa, suspeita de gerenciar a lavagem de dinheiro do grupo.
O principal alvo, Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, conseguiu escapar. Ele deixou um imóvel alugado no Vidigal durante a intervenção e vinha se escondendo na Rocinha desde 2024, após ser foragido do sistema prisional da Bahia.
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