O Gemäldegalerie de Berlim coordena a revitalização digital de centenas de obras destruídas durante a Segunda Guerra Mundial. Pinturas de mestres como Rubens, Veronese, Van Dyck e Caravaggio foram danificadas em incêndios no fim do conflito. O projeto transforma acervo perdido em imagens acessíveis online.
A iniciativa utiliza negativos de vidro documentados desde 1925 para recriar digitalmente as obras. A coleta foi realizada por meio de um campanha de foto-documentação com a participação de Gustav Schwarz, precursor da preservação museológica.
A recuperação digital é liderada por Katja Kleinert, diretora adjunta e responsável pelo projeto. Além de recuperar o registro visual, a iniciativa amplia a compreensão sobre atribuição, proveniência e conservação das peças.
As imagens foram refotografadas no arquivo fotográfico da instituição, com equipamento de alta resolução, para reduzir o manuseio das placas sensíveis. A equipe destaca a robustez das fotos, com danos mínimos em poucos negativos.
Após o upload das novas imagens, previsto para acontecer ainda neste ano, o público poderá ampliar detalhes das obras e fazer downloads das renderizações digitais. A expectativa é ampliar o acesso à coleção perdida.
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