Lorrayne Mavromatis, brasileira, afirma ter sido vítima de assédio sexual e moral durante três anos na MrBeast Industries, empresa do youtuber Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast. O relato foi divulgado nas redes sociais da funcionária. A acusação envolve discriminação de gênero e humilhações públicas.
A ex-executiva atuava no desenvolvimento de conteúdo e estratégias e diz ter ouvido de colegas que suas ideias eram ignoradas e, às vezes, repetidas por homens que recebiam reconhecimento. Em um episódio, teria sido obrigada a buscar uma cerveja para MrBeast diante da equipe.
Relatos indicam ainda que foi chamada de “burra” após apresentar uma sugestão, em tom que, segundo a denúncia, desmoralizava a presença feminina na liderança. Um executivo teria dito que reclamar aos superiores seria inadequado, associando a queixa a comportamento tóxico.
Contexto e desdobramentos
Segundo o relato, Lorrayne foi uma das poucas mulheres em cargos altos na empresa. Ela afirma que a licença-maternidade ocorreu durante o período de afastamento, mas que retornou ainda em recuperação, sendo demitida cerca de duas semanas depois.
A demissão, segundo a denunciAnta, ocorreu com justificativa de que seu “nível era alto demais para a função”, e a substituição ocorreu por um homem. O episódio envolve o ex-CEO James Warren, citado nominalmente na ação, ainda sem desfecho público.
A ex-funcionária afirma ter perdido momentos importantes do primeiro ano de vida da filha e descreve o impacto emocional e profissional. A busca por medidas legais foi anunciada como resposta a práticas que, segundo ela, silenciavam mulheres no ambiente de trabalho.
As informações contidas refletem relatos de uma das poucas executivas negras e de gênero feminino na liderança da empresa, que alega ter enfrentado resistência institucional durante o período em que esteve na função.
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