Cadu, um menino da Bahia, apresentou dor intensa após brincar atrás de um mandacaru na fazenda da família no início de abril. A lesão começou como uma pequena ferida no dedo e evoluiu rapidamente ao longo das horas seguintes, com aumento de dor e edema acompanhado de vermelhidão.
A mãe, Janaína, observou a piora no dia seguinte. Inicialmente pensaram em espinho ou reação alérgica, mas o estado do pé se agravou ao amanhecer, com marcas lineares sugerindo mordidas ou punção de aranha. O hospital particular foi procurado antes de buscar atendimento especializado.
Diagnóstico e tratamento no hospital
No Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, a equipe médica avaliou a possibilidade de picada de aranha marrom, distinguindo de escorpião e cobra. O quadro evoluiu para necrose inicial no dedo, com sinais de inflamação generalizada dos músculos. O menino recebeu antibiótico venoso e hiperidratação para prevenir danos renais.
Cadu permaneceu quatro dias internado, com monitoramento de enzimas musculares alteradas. A família relata que houve reação a uma medicação, mas o quadro foi controlado. Ao alta, indicações incluíram repouso absoluto e ingestão elevada de água para recuperação.
Acompanhamento e orientação
A mãe agradeceu a médicos, fisioterapeutas e nutricionista pelo apoio durante o tratamento. O caso reforça a necessidade de procurar atendimento rápido em caso de suspeita de aranha peçonhenta, especialmente em crianças, visto o risco de evolução para necrose e complicações. A orientação é lavar o local e buscar avaliação médica ao apresentar piora ou novos sintomas.
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