Milhares de livros da Biblioteca Municipal de Osasco foram descartados, gerando cobrança de moradores, professores e coletivos. Petições chegaram ao Ministério Público na segunda-feira (27), pedindo apuração sobre o destino do acervo.
A prefeitura afirmou que o material foi removido por estar contaminado com fungos e mofo, e que documentos históricos também teriam sido descartados. Moradores relatam que os livros ficaram em caçambas de entulho e teriam ido para uma empresa de sucata.
Com a repercussão, há mobilização de estudantes e docentes. Um engenheiro que frequentava o local lamenta a perda de referências bibliográficas únicas, enquanto um aluno ressalta a importância do espaço para estudo e aprendizagem.
Professores questionam a ausência de laudos ou justificativas técnicas. A secretária de Cultura, o prefeito e a secretária de Educação não atenderam a requests de entrevista da imprensa.
Pedido de apuração ao MP
A petição protocolada solicita investigação sobre o descarte e esclarecimentos sobre o destino do acervo, apontando possível violação ao patrimônio público e à legislação de descarte de documentos. O grupo também pede apuração de possíveis crimes ligados à gestão municipal.
Especialista em conservação sustenta que descarte deve ser último recurso e que há tratamentos para preservação de acervos. Ela recomenda triagem técnica e higienização antes de qualquer opção de descarte.
A Câmara Municipal de Osasco acompanha os relatos e já pediu esclarecimentos oficiais à prefeitura sobre os critérios utilizados para o descarte. A prefeitura recalibrou a versão, afirmando que os livros foram acondicionados em caçambas e que um laudo técnico será solicitado, além da contratação de empresa especializada para reavaliação.
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