Na leitura, o interesse diminui com a idade e preocupa educadores. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 indicam queda progressiva entre crianças, pré-adolescentes e adolescentes, especialmente a partir da fase escolar.
Entre 5 e 10 anos, a leitura por prazer chega a uma média anual de 7,27 livros. Na faixa de 11 a 13 anos, o valor fica próximo, em 7,56. A tendência de queda se intensifica entre 14 e 17 anos, com 6,20 obras por ano.
No Ensino Médio, quase metade dos estudantes diz não consumir literatura, nem por indicação de professores. O dado reforça a necessidade de estratégias atrativas que integrem a leitura à rotina dos jovens.
O que está em jogo
Especialistas apontam que o estímulo precisa acompanhar mudanças no comportamento dos pré-adolescentes. O foco deve ir além de indicar livros; é essencial criar conexões com interesses dos jovens para tornar a leitura prazerosa.
Para o especialista em educação do Kumon, a leitura deve acompanhar o dia a dia dos estudantes e ser vista como experiência agradável, não apenas uma obrigação escolar.
Estratégias para reverter o quadro
Pais e educadores podem considerar: respeitar os interesses individuais, permitir escolhas de leitura, criar momentos leves sem pressão, e usar o universo digital como aliado.
Também é recomendável promover conversas sobre as leituras, relacionar conteúdos com situações cotidianas e incentivar o exemplo dentro de casa, com adultos lendo regularmente.
Implementação prática
A leitura pode ganhar espaço em rituais diários, como momentos de descanso ou antes de dormir, sem depender apenas de tarefas escolares. Plataformas digitais e aplicativos podem ampliar formatos e acesso.
Ao integrar leitura aos gostos dos jovens, o livro passa a ser um companheiro presente, aumentando as chances de tornar o hábito duradouro ao longo da vida.
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