Sarah Wynn-Williams lança a memoir Careless People, documentando sete anos na área de políticas públicas do Facebook. O livro abre com uma experiência de quase morte: ataque de um tubarão na infância, na Nova Zelândia, que a motivou a buscar um mundo melhor. Em seguida, descreve a trajetória rumo à rede social global e o que encontrou na prática corporativa.
A narrativa retrata uma cultura de alta pressão entre executivos, com foco na expansão rápida e pouca preocupação com privacidade, discurso de ódio e desinformação. A autora afirma que houve resistência a interferência política e que a agenda era crescer a qualquer custo. A assessoria da Meta contestou as acusações.
A obra, narrada pela própria autora, mescla humor sombrio com surpresa diante das situações vividas. O prefácio, escrito e lido por Naomi Alderman, relata como a Meta teria restringido a promoção do livro por meio de uma cláusula contratual, segundo a obra. Alderman sugere que há pessoas para quem valores éticos não pesam.
Prêmios e lançamento
O audiolivro tem duração de 13 horas e 26 minutos e está disponível pela Macmillan. Em 2024, o título ganhou um prêmio britânico de não ficção, conforme divulgação associada ao lançamento.
Contexto editorial
O livro compõe uma visão insider sobre a gestão de plataformas digitais e suas implicações públicas. A autora descreve a experiência em uma área de alto impacto, enquanto a crítica aponta controvérsias envolvendo políticas da empresa. As informações sobre o embate entre Wynn-Williams e a Meta são baseadas em reportagens e notas oficiais ligadas ao lançamento.
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