Um psicólogo acusado no julgamento da morte de Diego Maradona afirmou ao tribunal na quinta-feira que o astro tinha transtorno bipolar e traços de narcisismo, e que precisava de um plano de tratamento sem álcool. O depoimento ocorreu em Buenos Aires, no âmbito da investigação sobre a responsabilidade criminal de profissionais de saúde.
O profissional, Carlos Diaz, 34 anos, é réu por homicídio culposo por prescrição inadequada de medicação. Ele está entre sete acusados que respondem pela morte do ex-jogador, ex-capitão e técnico da seleção argentina. Diaz citou o histórico clínico de Maradona e o consumo de bebidas alcoólicas na época.
Conforme Diaz, o tratamento integraria abstinência de álcool e acompanhamento, com base em informações de um relatório toxicológico que apontou ausência de certos fármacos 23 dias antes do óbito. O depoimento também mencionou visão de Maradona sobre mudanças no estilo de vida.
Desdobramentos no julgamento
O neurocirurgião Leopoldo Luque, outro réu, depois também na quinta-feira dizendo que a hospitalização domiciliar foi adequada e não visava substituir uma UTI, segundo o El Clarín. O caso continua a ser analisado pela justiça argentina para definir responsabilidades.
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