Na coluna Coisas da Cidade, publicada em 24 de agosto de 1921, Pinheiro Junior descreveu denúncias sobre higiene em restaurantes de São Paulo. O cronista relatou água servida sem filtragem e o troco oferecido em pratos sujos, sem nova lavagem antes de retornar às mesas.
Segundo o relato, a água, considerada de má qualidade, era fornecida sem filtragem aos fregueses. Além disso, o troco era colocado nos pratos usados para servir os alimentos e, após embolso, o prato voltava à pilha de serviço sem higienização adicional.
O cronista afirmou ter presenciado um garçom depositar em uma mesa um prato com notas sujas e moedas, que, depois de o cliente pegar o troco, retornava à linha de louça para novo uso. A prática foi apontada como risco à saúde.
Contexto histórico
O texto também cita cobrança de fiscalização municipal para exigir filtros nos restaurantes. O autor defendia inspeção mais rigorosa do serviço sanitário, incluindo higiene na manipulação de utensílios e no troco, para evitar contaminações.
Pinheiro Junior, conhecido como P, nasceu em 1884 em Silveiras (SP) e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi redator do Estadão por 35 anos e atuou ainda como advogado e escritor, com registro de milhares de textos no acervo do periódico.
Entre na conversa da comunidade