A taxa de rolha, cobrança por bebidas trazidas de fora, voltou a gerar debate após uma confusão envolvendo o cantor Ed Motta no Rio de Janeiro. O incidente ocorreu em um restaurante da Zona Sul, no último sábado, 2, quando Motta não aceitava pagar o valor adicional.
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirma que a cobrança não é ilegal nem abusiva conforme o Código de Proteção e Defesa do Consumidor. No entanto, a entidade ressalta a necessidade de clareza nas informações disponíveis nos cardápios para evitar desentendimentos.
Segundo a ANR, a taxa pode ter formato fixo por garrafa ou percentual sobre o valor da bebida, cobradas para cobrir custos de serviço e da infraestrutura do estabelecimento.
Versão dos donos do restaurante
Nello Garaventa e Lara Atamian, proprietários do Grado onde ocorreu o episódio, afirmam que Ed Motta e outros presentes agrediram fisicamente e moralmente a equipe e outros clientes após a recusa da cobrança. A nota foi divulgada pelos proprietários.
Motta admitiu ao jornal O Globo ter se excedido e dito estar alcoolizado no momento do ocorrido. O artista afirmou frequentar o restaurante há anos e disse não ter sido cobrado anteriormente pela taxa de rolha, o que o revoltou.
O comunicado dos donos também aponta que o incidente ocorreu próximo ao fechamento do estabelecimento e que eles estão à disposição das autoridades, buscando a responsabilização dos envolvidos.
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