Entre 2012 e 2014, o Maranhão ganhou um retrato de esquecimento ao centro histórico de São Luís. O Apem, prédio que abriga o Arquivo Público do Estado, ficou marcado pela deterioração e pelas infiltrações, somando-se às chuvas sazonais da capital.
Moradores e profissionais da área da memória veem o espaço como símbolo da desvalorização do patrimônio. O sobrado histórico, interditado pelo Corpo de Bombeiros, abriga documentos que vão do século 18 aos períodos moderno e contemporâneo.
Risco real e estado do prédio
O prédio do Apem fica na rua de Nazaré, 218, e vive sob risco de desabar. A infiltração recorrente aumenta a chance de curto-circuitos e acidentes, num cenário de vento, chuva e seguintes buracos na estrutura.
Acervo em perigo
O acervo reúne documentos do Arquivo da Secretaria do Governo (1728-1914) e de outras fontes até 1991, além de material do Dops maranhense. Estima-se que haja cerca de 1,5 km de documentos, mapas, partituras e discos em guarda.
Denúncias e impactos acadêmicos
Na última semana, relatos de que parte do acervo foi jogada em uma caçamba expôs a fragilidade da proteção documental. Pesquisadores da UFMA, UEMA, IFMA e outras instituições relatam suspensão de pesquisas há mais de um ano.
Posicionamento do governo
Atualmente, o governo estadual, sob Carlos Brandão, prometeu remanejar o acervo para local seguro e iniciar a reforma do prédio. Até o momento, porém, não houve andamento concreto nem início da obra.
Contexto histórico e futuro
O Apem integra o legado histórico de São Luís, marcado pelo programa Reviver de revitalização que preservou casarões. Ainda assim, o centro histórico enfrenta desafios de uso e ocupação que afetam a memória da cidade.
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