Dois a cada dez profissionais de enfermagem afirmaram já ter sido agredidos no exercício da profissão, segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) solicitados pelo R7 Planalto. A divulgação ocorreu no contexto da repercussão de um possível caso envolvendo o senador Magno Malta, em hospital particular de Brasília.
A violência não se restringe à agressão física. Ao menos 67% relatam violência psicológica e 14% mencionam violência institucional. Ainda segundo o levantamento, 40% dos técnicos e enfermeiros não se sentem seguros no ambiente de trabalho.
Caso envolvendo o senador Magno Malta
Em boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do Distrito Federal, uma técnica de enfermagem relata que, na noite de 30 de abril, acompanhou o senador durante exame de tomografia. Alega que houve frustração com o procedimento e que Malta desferiu um tapa no rosto da profissional, causando danos aos óculos.
A versão apresentada pelo senador, em vídeo divulgado após a crise, sustenta que ele foi a vítima. Segundo ele, houve extravasamento de contraste no braço, com dor intensa e sensação de trombose, e que a médica acionou o procedimento de emergência. A defesa de Malta até cogita ações por danos morais e representação junto ao CREDF.
A defesa do senador afirma que houve erro técnico no procedimento e que a narrativa da agressão seria uma reação a falha médica, deslocando o foco da falha para a suposta agressividade da profissional. As informações sobre o caso seguem sob apuração.
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