Betty Broderick, condenada pela morte de seu ex-marido e da nova parceira dele em 1989, morreu aos 78 anos enquanto cumpria pena perpétua na Califórnia. A informação foi confirmada por representantes do Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia.
Segundo a Defesa, Broderick foi transferida de uma prisão da Califórnia para um centro médico em 18 de abril. Ela faleceu na sexta-feira seguinte, de acordo com o órgão de correções.
O médico legista inicialmente informou causa natural de morte, e o Corpo de Bombeiros do condado de San Bernardino vai realizar uma investigação formal, conforme divulgado pela NBC News.
Broderick ganhou notoriedade ao matar, com um revólver calibre .38, seu ex-marido Dan Broderick e a nova esposa dele, Linda Kolkena, em novembro de 1989. Em 1991, foi considerada culpada de homicídio em segundo grau e recebeu uma sentença de 32 anos à prisão vitalícia.
Casados desde 1969, Betty e Dan tiveram quatro filhos. O término do casamento envolveu disputas sobre a venda da residência familiar e a custódia das crianças, com Dan obtendo a guarda e Betty mantendo direito de visitas.
Os disparos ocorreram em uma residência de Hillcrest, após Betty ter recebido uma carta do advogado de Dan que alertava sobre possível crime de desobediência judicial caso continuasse a assediar o ex-marido e Linda. A defesa alegou que a carta teria acionado a fúria da acusada.
Broderick foi transferida, em fevereiro de 1992, para a instituição feminina da Califórnia, onde cumpria a pena com possibilidade de eventual liberdade condicional. A morte ocorreu em meio a informações de que Bettty sofreu complicações de saúde enquanto esteve encarcerada.
Rhett Broderick, filho mais novo, informou ao San Diego Union-Tribune que a mãe havia se revelado fisicamente debilitada na prisão semanas antes, com várias fraturas. Ele acrescentou que esteve com ela junto de dois irmãos antes do falecimento, que ocorreu após uma infecção que evoluiu para sepse.
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