Os estudantes da USP ocupam pela segunda noite o prédio da reitoria, em Piracicaba? Não, em São Paulo. A ação acontece neste sábado (9.maio.2026) após corte de água e energia na noite de sexta (8.mai). A ocupação mantém-se mesmo diante do apagão. Motivo: retomar negociações com o reitor.
A decisão envolve alunos em greve há 25 dias e sindicatos que apoiam a ocupação. O objetivo é pressionar pela revisão do PAPFE, o auxílio para permanência, que hoje paga R$ 335 para quem fica em moradia estudantil e R$ 885 para quem depende de apoio integral. Os manifestantes querem os valores iguais a R$ 1.804, afirmando que os auxílios não cobrem custos.
A reitoria classificou a invasão como escalada da violência após alunos abrirem entrada no saguão. Institutos da universidade criticaram a ação, e a direção da USP afirmou que não houve avanço nas negociações desde o fim de abril.
Contexto das negociações
A reitoria ofereceu reajustes modestos: R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no parcial. Segurado sustenta que a pauta já não envolve apenas o PAPFE, e que o salário mínimo paulista não estava na discussão, segundo ela ou ele, dependendo da fonte.
Repercussões internas
Alunos organizam o acampamento com tendas, caixas de som e uma comissão de limpeza. Uma programação cultural está prevista para as próximas horas na entrada da reitoria, com adesão de artistas independentes.
Ponto de abastecimento e acesso à imprensa
Sindicatos de funcionários, centros acadêmicos e docentes fornecem água e alimentação aos estudantes. O acesso da imprensa ao interior do prédio está limitado, com receio de identificação entre alunos. Fontes preferem manter o anonimato.
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