Desproporcional e constrangedora. Em São Paulo, o hotel Tivoli Mofarrej foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a um advogado negro que foi abordado por segurança durante um evento jurídico realizado no auditório do estabelecimento. O ocorrido aconteceu em setembro de 2024, no hotel de luxo, após o credenciamento regular do participante.
Segundo o processo, o advogado José Luiz de Oliveira Junior já estava dentro do auditório quando foi abordado por um segurança, que alegou não ver a credencial. A leitura de credenciais teria sido feita, mas a abordagem ocorreu mesmo após o credenciamento. O advogado registrou a interação em vídeo e questionou o motivo da abordagem.
O hotel afirmou que a intervenção integra o protocolo de segurança do evento. A juíza Ana Raquel Victorino de França Soares, do 1º Juizado Especial Cível Central de São Paulo, entendeu que o procedimento foi desproporcional e inadequado, sem comprovação de protocolo ou de outras abordagens semelhantes.
A magistrada ressaltou que a abordagem ocorreu após o credenciamento e provocou constrangimento público. Com base nesses elementos, a juíza determinou a condenação do Tivoli Mofarrej ao pagamento de indenização por danos morais no valor de 20 mil reais.
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