Entre janeiro e março deste ano, o Brasil registrou mais de 21 mil desaparecimentos, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Rio Grande do Sul figura no topo do ranking proporcional, com quase 73 casos para cada 100 mil habitantes.
No estado, a soma de ocorrências superou a marca de 2 mil nos primeiros três meses, o que representa uma média de 23 desaparecimentos por dia. Um dos casos de destaque é o de Wueslen Kayck, 13 anos, que sumiu há três meses em Porto Alegre após sair de casa para encontrar uma menina.
O papel das perícias tem sido crucial nesse cenário. O Instituto-Geral de Perícias usa o cruzamento de perfis genéticos para identificar desaparecidos desde 2015, quando o sistema foi implantado. Ao todo, 113 pessoas já foram identificadas no Rio Grande do Sul.
Avanços da base de DNA
O banco nacional de DNA, por sua vez, já reúne mais de 250 mil perfis cadastrados. Segundo Gustavo Lucena Kortmann, o DNA tornou-se uma das principais ferramentas de identificação de desaparecidos no Brasil, contribuindo para elucidar casos longos e recentes.
Enquanto a tecnologia avança, famílias aguardam por pistas. Um exemplo é a de Miriam Ferreira de Assis, que continua buscando informações sobre o paradeiro de um ente querido, destacando a dimensão humanitária do tema.
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