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Empregada grávida torturada após acusação de furto de anel, temia não sair viva

Empregada doméstica grávida de cinco meses foi torturada pela patroa e por policial militar; suspeitos presos por tentativa de homicídio, tortura e cárcere privado

'Eu já tinha aceitado que não ia sair dali viva', diz empregada grávida torturada após acusação de furto de anel — Foto: Reprodução
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Samara Regina Dutra, de 19 anos, grávida de cinco meses, foi torturada pela patroa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, e por um policial militar durante quase uma hora, em Paço do Lumiar, Maranhão. Ambos foram presos e respondem por tentativa de homicídio, tortura e cárcere privado.

A vítima relatou aos jornalistas que foi acusada de furtar um anel. Áudios enviados pela empresária detalham as agressões, incluindo ameaças de morte, chutes, tapas e uso de arma para coagir a confissão.

Segundo Samara, a busca pelo anel ocorreu na casa da patroa, após ela ficar das 16h às 21h procurando o objeto sem sucesso. O episódio de violência começou com a chegada do homem armado, conforme as narrativas.

Detalhes do caso e desdobramentos

Carolina afirma que o amigo chegou de madrugada com arma e pressão para que o anel fosse encontrado. Samara descreve abusos físicos e graves durante a abordagem, com a gravidez exposta a riscos.

A jovem encontrou o anel em um cesto de roupas sujas, após quase uma hora de violência. Em áudio, Carolina relata que a arma foi usada e que houve agressões intensas contra a vítima.

A polícia informou que Samara recebeu atendimento médico; o laudo aponta lesões no rosto, costas e braço esquerdo, além de sinais de instrumento contundente. O caso ganhou repercussão após o registro do confronto.

Michael Bruno Lopes Santos, policial militar envolvido, admite participação na busca pelo anel, mas nega ter cometido agressões. A defesa de Carolina questiona as circunstâncias dos áudios.

A SSP do Maranhão afastou os quatro policiais presentes. A delegacia investiga as condutas de todos os envolvidos, incluindo eventual omissão de socorro. O inquérito apura crimes de homicídio, tortura, cárcere privado e outros.

Samara está recebendo apoio jurídico. O advogado da vítima afirmou que a justiça deve prevalecer e destacou a gravidade das acusações. A família aguarda desdobramentos oficiais.

Durante a investigação, Samara manteve o relato de que temia não sair viva do local. Um ultrassom de acompanhamento indicou que o bebê permanece saudável até o momento.

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