A Polícia Militar removeu estudantes que ocupavam a Reitoria da USP na madrugada deste domingo, 10 de maio. O episódio ocorreu por volta das 4h15, na capital paulista, com feridos e quatro detidos, conforme informações do DCE Livre.
Segundo o movimento estudantil, as PMs utilizaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes durante a desocupação. A entidade também denunciou a formação de um “corredor polonês” para agressões físicas.
A ocupação começou na quinta-feira, 7/5, integrada a mobilizações de USP, Unicamp e Unesp. Os estudantes reivindicam permanência estudantil, moradia, alimentação e ampliação de políticas de assistência.
O DCE responsabilizou o reitor Aluísio Segurado e o chefe de gabinete Edmilson Dias de Freitas pela ação policial, alegando que ocorreu sem determinação judicial e questionando a hora escolhida para o despejo.
Ainda segundo o movimento, havia mais de 60 horas de ocupação e não houve registro prévio de violência antes da entrada da PM. A instituição também questionou a detenção de quatro estudantes e a transparência das acusações.
Na manhã de domingo, apoiadores fizeram protesto em frente ao 7º DP, em defesa dos detidos. Segundo o movimento, os quatro já foram liberados, e a luta continua com novo ato marcado para segunda-feira.
Os estudantes convocaram uma manifestação para o dia 11/5, em frente à Reitoria da Unesp. Eles afirmaram nas redes sociais que a aula seria na rua e pediram participação no ato do Cruesp.
O Correio solicitou posicionamento à reitoria da USP e à Polícia Militar sobre a operação, as denúncias e as motivações da desocupação, mas ainda não houve resposta das autoridades.
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