A Universidade de São Paulo (USP) afirmou neste domingo que não foi avisada previamente sobre a ação da Polícia Militar que desocupou a reitoria do campus do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A operação ocorreu na madrugada deste domingo, por volta das 4h15, sem comunicação prévia à Reitoria.
Segundo a instituição, a desocupação foi realizada pela PM durante o período noturno, e haveria registro de danos no prédio. A reitoria diz que a comunicação sobre a ocupação foi feita à Secretaria de Segurança Pública (SSP) apenas na quinta-feira, 7 de maio, quando estudantes invadiram o espaço.
A USP destacou que manteve negociações com o movimento estudantil nos últimos dias e que parte das reivindicações já foi atendida. Em nota, disse ter criado sete grupos de trabalho para tratar de outros pontos da pauta, ressaltando que algumas demandas extrapolam a atuação da universidade.
Desdobramentos da ação
A Polícia Militar informou ter retirado cerca de 150 pessoas da reitoria e negou feridos entre os ocupantes. A corporação afirmou que eventuais denúncias de excesso serão apuradas e que o local foi vigiado para garantir a ordem pública e a proteção do patrimônio.
A entidade estudantil DCE USP afirmou que houve violência durante a operação, com relatos de uso de gás, bombas de efeito moral e cassetetes. Segundo o DCE, quatro estudantes foram detidos e encaminhados à 7ª Delegacia, na Lapa, mas liberados após a qualificação.
A PM informou também sobre a apreensão de entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes no local, além de danos ao patrimônio público, como portões e portas de vidro. O policiamento permanece no campus para manter a ordem.
Pauta e posicionamentos
O movimento estudantil cobra melhorias em políticas de permanência estudantil, com mais bolsas, reformas de moradias e manutenção das estruturas. A USP informou ter atendido itens da pauta, mantendo o diálogo aberto para novos encaminhamentos dentro do âmbito institucional.
Em nota, a universidade reiterou que repudia a violência em vez do diálogo democrático para a resolução de conflitos e destacou o compromisso com a convivência plural. A instituição disse que seguirá atuando com responsabilidade institucional.
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