O protesto de estudantes da USP, da Unesp e da Unicamp terminou em confronto com vereadores e intervenção da Polícia Militar, em frente ao prédio onde ocorreria a reunião do Cruesp, no centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11/5).
Segundo relatos obtidos pela imprensa e imagens compartilhadas nas redes, alunos cobravam mais investimentos nas universidades estaduais, quando houve tumulto envolvendo os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União Brasil. A Polícia Militar utilizou gás de pimenta para dispersar o grupo.
Ainda durante a tarde, a reunião do Cruesp foi cancelada. Os estudantes, cercados pela PM, deixaram a região da República e seguiram em marcha até a Avenida Paulista. A ação marca a continuidade da mobilização iniciada na USP e estendida à Unesp e à Unicamp.
Contexto da greve e reivindicações
A paralisação teve início em 14 de abril, associada à greve dos servidores das universidades. Os estudantes reivindicam aumento de investimentos em permanência estudantil, reajuste de bolsas e melhorias nos serviços universitários.
Entre as críticas está uma gratificação mensal de R$ 4.500 recebida por docentes sem reajuste correspondente para outros setores. O movimento busca corrigir esse desequilíbrio e ampliar recursos para apoio estudantil, conforme os organizadores.
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