A defesa de Ed Motta negou que haja xenofobia nas gravações divulgadas e afirmou que os áudios estão fora de contexto. Os advogados classificaram as mensagens como antigas e privadas, usadas para tentar influenciar a investigação.
As gravações integram o inquérito da 15ª DP da Gávea, que investiga acusações de injúria por preconceito relacionadas à confusão ocorrida em 2 de maio, no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio.
Segundo a defesa, houve uma tentativa de manipular a narrativa para associar os áudios ao episódio sob apuração. Eles afirmam que as gravações não guardam relação direta com os fatos investigados.
Ed Motta prestou depoimento na Polícia Civil na terça-feira (12/5). O cantor negou ter feito ofensas xenofóbicas e afirmou ser neto de baiano e bisneto de cearense, destacando respeito pelos nordestinos.
A defesa informou que o artista não agrediu ninguém naquela noite e classificou o vazamento como distorcido e descontextualizado. Eles asseguraram o contínuo apoio à investigação pelas autoridades.
Os áudios revelam reclamações do cantor com o atendimento de um funcionário e expressão ofensiva em relação ao trabalhador. Em um trecho, ele cita a possibilidade de confrontar o funcionário na próxima discussão.
A investigação segue, com depoimentos, mensagens e imagens de segurança sendo analisados pela polícia. A apuração busca esclarecer o que ocorreu durante a confusão no restaurante.
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