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Aumento de taxas para estrangeiros em universidades da França preocupa brasileiros

França aplicará taxas elevadas a estrangeiros a partir de 2026-2027, gerando preocupação de estudantes brasileiros e isenções limitadas

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A França confirmou o aumento das taxas para estudantes internacionais fora da União Europeia. A decisão foi anunciada pelo ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, em 20 de abril, e deve valer para o ingresso de 2026-2027, com início em setembro. Universidades devem aplicar o novo valor por decreto, com possibilidade de até 10% de isenção em casos específicos.

A medida integra o plano Choose France for Higher Education, visando tornar o país mais atraente. Mesmo com autonomia universitária, o governo pressiona para que o preço diferenciado seja adotado já na matrícula do próximo ano letivo. A mudança não detalha prazos adicionais.

Alunos de fora da UE deverão pagar 2.895 euros para graduação (cerca de 16 mil reais) e 3.941 euros para mestrado (aprox. 21,7 mil reais). Estudantes franceses e europeus manterão valores menores; o doutorado não terá ajuste. O governo sustenta que o objetivo é fortalecer o polo de ensino e pesquisa na França.

Mudança de cenário

A proposta gerou reação de associações estudantis e reitores, que já apontam dificuldades orçamentárias. Universidades citam déficits e aumento de custos, com cortes de investimentos e necessidade de planos de economia. Os relatos indicam pressão financeira para instituições públicas e privadas.

Entre organizações representativas, a Apeb-Fr vê a medida como contrária a metas de atrair estudantes brasileiros. A entidade destaca que o Brasil estabeleceu acordo para ampliar o número de alunos, mas há sinais de queda nessa faixa. Dados de Campus France indicam leve queda entre 2019 e 2024.

Impacto entre estudantes brasileiros

Brasileiros em Paris relatam incertezas sobre isenções e custos. Estudantes em início de curso estudam opções de trabalho para complementar a renda, com limitações de vigência de visto. Alguns já foram informados de que a cobrança poderá não afetar quem já está inscrito, conforme decisões institucionais locais.

Relatos de alunos evidenciam preocupação com a viabilidade financeira de continuar os estudos no país. O custo elevado demonstra o desafio de manter bolsas, empregos de meio período e economia doméstica diante das novas cobranças. A situação varia conforme a universidade e o curso.

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