O inquérito apura estudantes que invadiram a reitoria da USP, em greve, durante três dias na última semana. O caso foi registrado no 93º Distrito Policial. A ação policial de desocupação ocorreu na madrugada de domingo, com uso de gás lacrimogêneo e formação de um corredor polonês.
A invasão ocorreu na quinta-feira (7), quando o grupo ocupou o prédio após tomar o espaço em frente à reitoria. A gestão da universidade não havia sido informada previamente sobre a operação de retirada.
Durante a desocupação, a PM lançou a ação para retomar o espaço, que ficou ocupado até a madrugada de domingo. Alunos afirmam ferimentos, a SSP afirma que investiga eventuais excessos. O governador apoiou a atuação policial.
Desdobramentos e apurações
A SSP informou que itens pessoais foram apreendidos, incluindo notebooks e celulares, para perícia no Instituto de Criminalística. A autoridade policial deverá solicitar a quebra de sigilo telefônico para identificar elementos de possível prática de crimes.
A classificação do caso é dano ao patrimônio público, com pena prevista de 6 meses a 3 anos de detenção e multa, conforme o Artigo 163 do Código Penal. A universidade informou que lamenta a violência e que não foi informada previamente sobre a operação.
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