O estado de São Paulo viveu em maio de 2006 a maior crise de segurança pública de sua história, com 564 mortos e 110 feridos em nove dias. A transferência de 765 detentos, em 11 de maio, para a Penitenciária de Presidente Venceslau foi o estopim dos ataques.
Entre os transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o líder máximo do PCC. Nascido em Osasco, em 1968, ele começou a trajetória criminosa ainda jovem e ganhou o apelido a partir de um hábito de infância.
Marcola ficou conhecido por seu perfil intelectualizado e por acumular lideranças dentro da facção. A sua prisão ocorreu em 1999, após o maior assalto a banco já registrado em São Paulo, e desde então ele ocupou posição de comando no PCC.
Quem é Marcola
O líder do PCC assume o controle pleno da organização a partir de 2002, após conflitos internos. Sob sua gestão, a facção expandiu ações fora das prisões, fortalecendo o tráfico de drogas e armas no Brasil e em países vizinhos, mantendo relações com a máfia italiana.
Crimes de Maio de 2006
Em resposta à transferência para Presidente Venceslau, o PCC ordenou um salve geral em 12 de maio. Rebeliões ocorreram em 74 presídios, com ataques a bases, viaturas e delegacias, além de incêndios e interrupção do transporte público.
Relatórios indicam que a violência também foi impulsionada por extorsões de policiais contra a facção. No recorte brasileiro, houve forte impacto em áreas periféricas e entre civis jovens.
Situação prisional atual
Marcola acumula condenações por homicídios, tráfico e organização criminosa, com mais de 300 anos de pena. Em 2019 foi transferido para o Sistema Penitenciário Federal. Desde 2023 está isolado na Penitenciária Federal de Brasília.
Em 2025, houve deslocamento para uma ressonância com forte aparato de segurança. Em dezembro, juiz paulista reconheceu a extinção da punibilidade em um caso amplo contra o PCC, sem liberar o líder das demais sentenças.
Processos e disputas legais
A Justiça manteve condenações por lavagem de dinheiro envolvendo Marcola e sua esposa, casal proprietários de um salão de beleza utilizado para ocultar recursos. Sogros da liderança também foram condenados por papéis de laranjas na aquisição de bens de alto valor.
A defesa questiona a gravação de atendimentos dos presos em parlatórios presenciais, citando precedente do STF que isentou sigilos. A Polícia Penal Federal defende as gravações como ferramenta de inteligência para evitar mudanças de ordem de dentro para fora das prisões.
Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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