Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Caps: entenda seu papel no Dia da Luta Antimanicomial

Especialistas explicam o funcionamento dos Caps e o objetivo de tratamento em liberdade, diante do estigma e da memória de abusos em manicômios

CAPS oferece serviço ambulatorial de atenção contínua para pacientes de saúde mental
0:00
Carregando...
0:00

O Dia da Luta Antimanicomial acende o debate sobre o papel dos Caps, Centros de Atenção Psicossocial, na rede pública de saúde. Memes e linguagem cotidiana reforçam estigmas, dificultando o acesso de quem precisa de suporte em saúde mental. O público pode procurar atendimento sem agendamento, em regime de portas abertas.

Os Caps oferecem cuidado voltado a pessoas com transtornos mentais, uso de álcool e outras drogas, em várias modalidades. Existem o Caps Infantojuvenil, o Caps III, o Caps IV e o Caps AD, cada um com características próprias de funcionamento, atendimento e acolhimento, dependendo da necessidade e da faixa etária.

Alguns detalhes ajudam a entender a atuação: o Caps Infantojuvenil e o Caps para adultos atendem casos graves, com foco em tratamento comunitário. O Caps III funciona 24 horas, com acolhimento noturno em algumas unidades. O Caps IV amplia o acolhimento 24 horas. O Caps AD trata transtornos ligados ao álcool e drogas.

Para Artur Ramos, médico psiquiatra e pesquisador da gestão dos Caps-AD em São Paulo, o estigma reforça a visão de que o tratamento ocorre apenas de forma isolada. Em sua leitura, isso dificulta a busca por ajuda de quem sofre. Ele aponta receio de violência dentro dos centros como parte de uma herança histórica.

Contexto histórico e marco legal

A Lei Antimanicomial, de 2001, consolidou a ideia de tratamento em liberdade e a progressiva clausura de hospitais de custódia. A norma assegura direitos, proteção contra abusos e acesso a informações sobre diagnósticos e internações, promovendo um cuidado mais humano.

Ao longo dos anos, o Brasil enfrentou casos emblemáticos de violação de direitos, como o Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, amplamente denunciado por condições desumanas. A cobertura midiática de tais situações fomentou debates sobre reformas no manejo de saúde mental.

Para a psiquiatra Nise da Silveira, pioneira na humanização, o caminho mais eficaz envolve trabalho com artes e expressão dos pacientes, afastando práticas invasivas. Sua atuação influenciou modelos de cuidado que valorizam a autonomia e a participação do paciente na própria recuperação.

O editorial sobre as mudanças no cuidado mental envolve mudanças na prática diária dos Caps, bem como no ambiente político e de comunicação. A defesa da assistência em liberdade continua presente entre profissionais, gestores e movimentos sociais, sempre com foco na dignidade do paciente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais