A Fundação Projeto Pescar celebrou 50 anos nesta terça-feira (20), destacando a formação socioprofissional de jovens em vulnerabilidade. A organização atua em 12 estados e 40 municípios, com 67 unidades em empresas e instituições parceiras. Saiba como a iniciativa evoluiu ao longo das cinco décadas.
O programa já beneficiou mais de 40 mil adolescentes e jovens com cursos gratuitos que conectam capacitação técnica, desenvolvimento humano e cidadania. O público-alvo são jovens entre 14 e 19 anos, com foco em ampliar a inserção no mercado de trabalho.
A presidente voluntária Adriana Loiferman ressalta que a metodologia vai além da qualificação: busca fortalecer autoestima, autonomia e valores. Em 2025, a Fundação atendeu mais de 1,7 mil participantes, com apoio de voluntários, educadores e mantenedores.
Alcance e presença internacional
A iniciativa também atua internacionalmente, cedendo metodologia para projetos em Angola, Argentina e Paraguai. O objetivo é ampliar oportunidades e compartilhar práticas bem-sucedidas com outras realidades.
Para participar, interessados devem acompanhar as aberturas de turmas no site da Fundação. Entre os critérios, está a renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Os cursos são gratuitos e incluem alimentação, transporte e uniforme.
Pesquisa sobre impactos
Como parte das comemorações, a Fundação divulgou estudo do Lepes (USP) envolvendo mais de 3 mil ex-alunos formados entre 2018 e 2024. O levantamento aponta empregabilidade estável e continuidade dos estudos entre os formados.
Segundo o estudo, mais de 90% dos egressos estão em empregos formais com vagas qualificadas. Sete em cada dez participantes continuam estudando, e a média salarial dos ex-alunos supera a média nacional de jovens trabalhadores.
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