O Governo de São Paulo recebeu estudantes da USP, da Unesp e da Unicamp para uma conversa sobre as pautas da greve. O encontro ocorreu na noite desta quarta-feira (20), após ato entre a tarde e a noite. O objetivo é encaminhar as reivindicações para análise das pastas envolvidas.
A comissão de negociação contou com quatro estudantes do DCE da USP, um da Unesp, um da Unicamp, além de dois advogados e a deputada Mônica Seixas (PSOL-SP). A avaliação do Governo foi a de que o encontro buscou um encerramento pacífico do ato público realizado.
Ao longo do dia, estima-se que pelo menos 30 mil pessoas participaram do ato, iniciado no Largo da Batata e seguido até a sede da administração estadual. O governo informou que as pautas serão encaminhadas para as pastas responsáveis para análise.
Pontos principais das reivindicações
Entre as demandas, está o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil. Hoje, beneficiários recebem R$ 335 (moradia estudantil) e R$ 885 (auxílio integral); a proposta é subir para R$ 340 e R$ 1.804, respectivamente.
Também são cobradas melhorias na gestão do restaurante universitário, na moradia estudantil e na situação do Hospital Universitário, que, segundo os manifestantes, perdeu cerca de 30% do quadro de funcionários nos últimos anos.
Violência durante a desocupação
Relatos de uma estudante da USP indicam que a desocupação da reitoria, realizada pela Polícia Militar na madrugada de 10 de abril, foi marcada por violência, gerando trauma entre os presentes. A ocupação, iniciada em 7 de abril, teve programação cultural e assembleias democráticas, segundo o relato citado.
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