Viver no Crusp, conjunto residencial da USP, tem sido marcado por problemas de infraestrutura como mofo, infiltrações, rachaduras e elevadores quebrados. A unidade abriga cerca de 1.600 vagas nos blocos A a G e A1, destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação do Pafpe.
Relatos de moradores apontam que muitos apartamentos apresentam janelas danificadas e áreas comuns em degradê. Escadas de emergência exibem avarias e partes faltando, dificultando o acesso aos térreos. Em cozinhas, fogões não funcionam como espaço de uso comum.
A greve estudantil, iniciada há mais de um mês, inclui as obras como uma de suas pautas centrais. Moradores destacam que as falhas repetidas elevam preocupações com segurança e higiene no conjunto. Paralelamente, casos de alagamentos já foram registrados pela associação local.
Grupo de trabalho e reformas
A pró-reitoria responsável pelo Crusp criou um grupo de trabalho para planejar melhorias nos prédios nos próximos dez anos, respondendo às demandas da greve. A gestão afirma que as reformas ocorrem de forma escalonada, priorizando questões emergenciais como infiltrações.
Sobre itens de segurança, a USP informou que mantém contrato com empresa para manutenção de extintores e mangueiras, mas aponta incidentes de vandalismo, com violação de lacres e furtos de componentes. Os equipamentos são mantidos na zeladoria e acionados conforme necessidade, para preservar funcionamento.
A chegada de novas caixas de elevador está em fase de implementação. Além disso, a universidade afirma haver medidas para ampliar o fornecimento de água e reduzir problemas de desabastecimento que afetam parte dos moradores.
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