Gabriel Ganley, fisioculturista e influenciador, foi encontrado morto aos 22 anos neste sábado, na Mooca, zona leste de São Paulo. A polícia investiga o caso, que é tratado como suspeito pela 42ª DP, ouverte para apurar as circunstâncias do óbito ocorrido na residência da vítima. A apuração segue em andamento, sem conclusão até o momento.
Ganley havia relatado, um ano antes, um episódio de compulsão alimentar em que teria ganhado cerca de 20 kg em dois dias, em meio a uma fase de dieta extremamente restrita para competição. Na época, ele também mencionou oscilações de peso entre 84 kg e 86 kg, associadas a jejum prolongado e mudanças radicais na alimentação.
Especialistas consultados na época destacaram que a compulsão pode ocorrer mesmo sem gatilhos diretos de restrição, especialmente em atletas que passaram por cortes bruscos de sal, gorduras e carboidratos. O tema ganhou repercussão após o relato público de Ganley, que chamou atenção para o risco de desequilíbrios alimentares em contextos de competição física.
Análise e contexto
A nutricionista Bruna Tommasi comentou à imprensa sobre os sinais característicos da compulsão, como consumo descontrolado e afastamento do senso de saciedade, além de incluir a alimentação de itens diversos, incluindo alimentos não selecionados. O caso de Ganley volta a trazer à tona os desafios de manejo alimentar entre atletas de fisiculturismo e o impacto de dietas restritivas.
A investigação segue em curso para esclarecer as causas do falecimento e confirmar elementos que possam relacionar o quadro de compulsão alimentar ao ocorrido, conforme nota oficial da unidade policial. Até a conclusão das apurações, o caso permanece sob investigação e sem confirmação de motivação.
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