Cinco festas tradicionais de Santa Catarina foram canceladas em 2026 devido à previsão de eventos climáticos extremos associada ao chamado Super El Niño, que deve começar em julho. O governo estadual decretou alerta climático com chuvas acima da média para o segundo semestre. As suspensão atingem principalmente o Vale do Itajaí, região que historicamente sofre com alagamentos.
Entre as festas canceladas está a 22ª Expofeira de Gaspar. Em 2025, o evento reuniu mais de 20 mil pessoas. O decreto de alerta, assinado na quinta-feira, 21, também cancelou a festa. A prefeitura justificou que a medida prioriza a segurança dos animais e permite concentrar ações de prevenção.
Outra celebração suspensa é a Festa da Colheita de Agrolândia (Fecol), que costuma atrair cerca de 30 mil visitantes. A prefeitura informou que a decisão visa proteger famílias e facilitar o direcionamento de recursos às ações preventivas.
Impacto regional e ações do governo
Rio do Oeste adiou a 27ª Festa Estadual da Polenta para 2027, sem data definida. O prefeito Bruno Pessati destacou que a segurança das famílias é prioridade, mesmo reconhecendo a importância da festa para a economia local.
O governo estadual, em 18 de maio, emitiu decreto de emergência climática devido ao Super El Niño, previsto para junho de 2026. O fenômeno pode aquecer as águas do Pacífico em até 2°C, aumentando chuvas no Sul e regiões específicas do país.
A Defesa Civil estadual passa a intensificar o monitoramento e o pré-posicionamento de equipes, com apoio de veículos 4×4, drones, equipamentos e recursos. Critérios objetivos definem quando acionar situação de emergência.
O Ministério Público de Santa Catarina instaurou atuação para acompanhar o repasse de recursos, com orientação a municípios sobre medidas preventivas. A população é orientada a limpar calhas, evitar lixo em sarjetas e ficar atenta a sinais de risco.
Outras festas afetadas
Em Luiz Alves, a Festa Nacional da Cachaça e a Festa da Banana também foram canceladas. A necessidade de reformar o pavilhão da Fenaca justifica a decisão, pois o espaço ficou parcialmente destruído por enchentes em 2025 e vendavais neste ano.
A prefeitura estadual já levantou o custo da reforma, estimando mais de R$ 1 milhão para os trabalhos. O objetivo é evitar novos impactos causados por eventos climáticos extremos durante o período de chuvas intensas.
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