O Brasil atingiu, em 2024, o patamar de muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história, segundo o Radar IDHM do Pnud. O relatório analisa o IDH-M entre 2012 e 2024 e aponta avanço de 0,744 para 0,805, colocando o país no grupo mais elevado da escala.
O IDH-M brasileiro considera longevidade, educação e renda. A adaptação ao contexto nacional permite comparação interna, mas não com o IDH Global. Os resultados mostram avanço conjunto nessas dimensões ao longo da década.
Desigualdade entre brancos e negros
A distância entre brancos e negros caiu, porém permanece expressiva. A diferença entre raças e gênero passou de 14% para 9% no período, com maior incremento entre a população negra.
O índice da população negra subiu 10,3% frente aos 5,5% da branca. Entre brancos, 0,804 em 2012 e 0,851 em 2024; entre negros, 0,694 e 0,774, respectivamente. A discrepância soma-se aos ganhos nacionais.
Resultados por renda e gênero
O IDHM ajustado à desigualdade mostra o Brasil em médio desenvolvimento em 2024, diferente do patamar de baixo em 2012. O país ainda reúne segmentos com menos acesso a oportunidades.
Quanto ao IDHM relacionado à renda do trabalho, as mulheres tiveram piora menor que a dos homens ao longo dos anos. Homens passaram de 0,737 para 0,802; mulheres, de 0,736 para 0,798.
Desempenho estadual
Em 2024, todas as 27 unidades federativas alcançaram desafio de alto ou muito alto desenvolvimento humano. Nove estados apresentaram IDH-M acima da média nacional, com destaque para Sul e Sudeste.
A análise estadual evidencia padrões de avanço, mas também desigualdades regionais que persistem. O radar aponta ganhos consistentes, ainda que com é possível observar trajetórias diversas entre estados.
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