O lace code, código dos cadarços, surgiu como forma de comunicação entre membros do movimento punk. A prática usa cadarços coloridos para expressar ideologias sem palavras.
A origem remete às comunidades punk e às subculturas britânicas dos anos 1960, especialmente os skinheads, que adotavam roupas de trabalho como uniforme. Botas Doc Martens marcaram o visual.
Nos anos 1980, os cadarços coloridos passaram a transmitira mensagens políticas e sociais, incluindo posições contra racismo e discriminação. Cada cor ganhava significado entre os adeptos.
Historicamente, cadarços brancos passaram a associar-se a supremacia branca, e vermelhos a grupos extremistas. Azuis teriam ligações com violência policial ou com gangues.
Amarelos passaram a simbolizar oposição a todas as formas de preconceito. Roxos passaram a identificar membros da comunidade LGBTQ+. Verdes e pretos passaram a ser vistos como neutros.
Hoje o lace code mantém parte de seu simbolismo, mas perdeu força entre muitos jovens. O branco ganhou leitura de combate ao racismo e ao discurso de ódio, associado à ideia de paz.
O azul também ganhou novo significado, relacionado à luta contra assédio e brutalidade policial. Mesmo assim, parte do público punk atual encara essas leituras com cautela.
Entre na conversa da comunidade