Elon Musk e Sam Altman continuam a disputar o controle da inteligência artificial, com decisões que podem moldar valores na casa dos trilhões. Na semana passada, a disputa ganhou contornos legais e de mercado.
Musk venceu uma ação contra Altman, OpenAI e Greg Brockman, segundo veredito de júri em Oakland. Ele alegava enriquecimento indevido e quebra de contrato de fundação da OpenAI, defesa que foi rejeitada.
A decisão abre caminho para conversas sobre o IPO da OpenAI, avaliada em cerca de US$ 1 trilhão. Enquanto isso, Musk revelou planos de listagem da SpaceX, que pode sair antes da OpenAI.
Musk anunciou que a SpaceX pode estrear na Nasdaq com o ticker SPCX, avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão, possivelmente em 12 de junho. A empresa busca até US$ 80 bilhões em captação.
Novos documentos mostram gastos significativos: a SpaceX investiu bilhões na subsidiary xAI, com prejuízos superiores a US$ 4,2 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026. Em 2025, receita ficou em US$ 18,7 bilhões.
O prospecto da SpaceX cita a OpenAI entre concorrentes relevantes, junto a Anthropic, sinalizando competição direta no setor de IA. A menção ocorreu em meio às discussões sobre IPOs de várias companhias.
Na quinta-feira, o Wall Street Journal informou que a OpenAI pode ter interesse em abrir capital ainda neste ano, citando fontes, embora a empresa não tenha protocolado pedido de IPO naquele dia. A especulação reduz a empolgação pela SpaceX.
A corrida de ASAs marca movimento estratégico de Musk e Altman para fechar o protagonismo da IA: vencer o processo, aprovar o IPO primeiro e dominar o setor. A temporada de ofertas deve incluir Anthropic, além de SpaceX e OpenAI.
Mudanças em foco: Google e o ecossistema da IA
Na conferência Google I/O, em Mountain View, a empresa apresentou Gemini Spark, uma assistente pessoal 24/7 integrada a serviços como Gmail, Calendar e Docs, com autonomia para gerenciar tarefas.
A empresa também mostrou mudanças no Google Search, que passa a adotar um modo de IA por padrão, substituindo a interface tradicional com links. A Meta e Nvidia aparecem como outras forças no setor.
Analistas destacam que a integração de serviços da gigante com IA pode redefinir o papel do celular como ponto de contato principal, abrindo espaço para assistentes autônomos gerirem rotinas diárias.
Entre na conversa da comunidade