Deolane Bezerra foi indiciada por lavagem de dinheiro e por integrar uma facção criminosa, o PCC. O indiciamento ocorreu após relatório da Polícia Civil divulgado nesta sexta-feira (29), oito dias após a prisão da influenciadora. Ao todo, sete pessoas foram indiciadas.
A operação Vérnix indicou que materiais apreendidos reforçam a autoria e a materialidade de crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Entre os indiciados está Deolane, o líder da facção Marcola e mais cinco pessoas, segundo a autoridade policial.
Desde a sexta-feira anterior, 22 de maio, Deolane permanece em penitenciária no interior de São Paulo. Em carta aberta publicada durante o cárcere, a influenciadora negou as acusações, alegando perseguição e afirmando ser alvo por ser formadora de opinião.
Medidas cautelares solicitadas pela polícia
A Polícia Civil requereu o sequestro de veículos como medida cautelar, a ampliação de bloqueios de patrimônio e a custódia de joias e relógios apreendidos. Também solicitou o compartilhamento de informações com a Polícia Federal para aprofundar a investigação.
Além disso, a investigação envolve o que ocorreu após o indiciamento, ampliando o escopo para apurar eventuais vínculos com atividades criminosas e operações financeiras associadas. As informações foram encaminhadas à Justiça de São Paulo para decisão.
Matéria relacionada indica que a apuração abrange ainda pedidos de medidas de garantir indisponibilidade de bens e a continuidade da cooperação entre as forças de segurança para esclarecer o caso.
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