O empresário Adalberto Amarílio dos Santos Junior, 35, foi encontrado morto em Interlagos, zona sul de São Paulo, onde participava de uma exposição de motos no autódromo. Ele e um amigo estiveram no local na sexta-feira, 30 de maio; ao final do dia, seguiram caminhos diferentes.
No início de junho, a família teve a confirmação de que a morte ocorreu por asfixia. O corpo foi localizado em 3 de junho dentro de um buraco em área de terra em obras no interior do principal circuito, palco de eventos internacionais.
Segundo a perícia, o corpo estava sem calça e sem calçados, em pé, com capacete sobre a cabeça. Nada foi roubado; carteira, dinheiro e cartões permaneceram com a vítima. A investigação aponta para homicídio, e não há registros do momento exato do ataque.
A Polícia Civil, por meio do DHPP, classifica o caso como prioridade. Um delegado e dois investigadores atuam exclusivamente na apuração, que ainda não tem conclusão sobre a autoria ou motivação.
Avanço da investigação
Câmeras do autódromo registraram apenas alguns passos de Adalberto. Não houve imagens do momento do crime. O laudo do IML confirmou a causa da morte, mantendo o foco na apuração de responsabilidades. Cerca de 200 vigilantes atuaram no evento.
A empresa de segurança contratada para o evento, ESC Fonseccas, nega qualquer impedimento à investigação. Em nota, a empresa afirma ter colaborado integralmente com as autoridades e ter fornecido informações sobre os profissionais da operação de segurança.
Funcionários da ESC Fonseccas teriam sido parcialmente listados pela empresa, segundo a Polícia Civil. A defesa da empresa sustenta que apenas a equipe operacional foi solicitada, e não o quadro administrativo.
Reação da família e próximos passos
Fernanda Dândalo, esposa de Adalberto, pediu transparência na apuração e aguarda respostas para a família. Ela também destacou que o local é de alta visibilidade e requer medidas de segurança mais rígidas.
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, reforçou o compromisso com a investigação, afirmando que a investigação segue com prioridade e que a equipe não foi desmobilizada. Novos laudos devem esclarecer o que ocorreu.
A ESC Fonseccas permanece disponível para esclarecimentos adicionais e reiterou o compromisso com a transparência na apuração, além de solidarizar-se com familiares. Em março, já havia ocorrido uma rodada de buscas e apreensões no âmbito do caso.
A família mantém objetos encostados ao cotidiano como forma de lembrar o dia 30 de maio, sem alterações no lar até que haja evolução na apuração. A polícia continua ouvindo testemunhas e consolidando evidências para apontar responsáveis.
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