Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamentos do SUS para parar de fumar em 2025, um salto de 95% ante 2022, quando foram 1,2 milhão. O aumento está ligado a novos programas antitabagismo na atenção primária, especialmente nas UBS.
As atividades coletivas voltaram a crescer, passando de 61,9 mil para 157,1 mil atendimentos. O número de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões, segundo dados do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde aponta que o crescimento reflete equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. O objetivo é garantir apoio próximo de casa para quem deseja parar de fumar.
Expansão da Atenção Primária
Equipes da Saúde da Família, equipes multiprofissionais e o Sesb ampliaram sua atuação em 21,8 mil integrantes, elevando a capacidade de atendimento na atenção primária. O sistema já soma mais de 104,3 mil equipes.
Desafios e Tendências
Apesar da procura, o país encara barreiras, como o uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar por jovens. O Vigitel 2024 indica 10,1% de 18 a 24 anos nessa prática, a maior taxa histórica para a faixa.
Entre adultos, fumar ou usar dispositivos eletrônicos chegou a 13,1% em 2024, segundo o mesmo levantamento. A tendência aponta para necessidade de estratégias contínuas de prevenção e tratamento.
Como funciona o Grupo de Cessação
Nas UBS, o programa de cessação reúne acompanhamento multiprofissional, com atendimentos individuais e em grupo. A base é a abordagem cognitivo-comportamental, com construção gradual da abstinência.
O grupo inclui enfermeiros, farmacêuticos e médicos, que promovem informações e apoio para redução do tabaco. Quando pertinente, há uso de reposição de nicotina, adesivos, gomas, pastilhas e bupropiona.
O tratamento costuma durar cerca de 3 meses, seguido de acompanhamento por um ano. A iniciativa integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, reconhecido pela OMS.
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