Polly Braden transforma o registro de jovens que vivem nas regiões costeiras de Inglaterra e País de Gales em uma exposição itinerante. A fotógrafa documental captou relatos de 16 a 25 anos para a série Against the Tide, produzida em parceria com a seção Seascape do Guardian. A mostra reúne imagens que revelam a beleza e a dureza da vida à beira-mar.
A ideia nasceu após Braden ler um relatório governamental sobre a saúde precária de quem mora na costa britânica. Ela, mãe solo de adolescentes, viu nesses jovens uma representação da Inglaterra marginalizada pela austeridade, pela pandemia e pela crise do custo de vida. O objetivo é mostrar talentos e aspirações que costumam passar despercebidos.
A exposição marca o fim de mais de um ano de trabalho, financiado pelo Arts Council, e será inaugurada no Arnolfini, em Bristol, em junho. Em outubro, a mostra segue para o Firstsite, em Colchester, ampliando o alcance regional. Além das fotografias, o público poderá participar de atividades e assinar postais com depoimentos sobre a costa.
Sobre a exposição
Entre as imagens destacadas está Libby, de Whitehaven, retratada na praia sob céu cinzento, segurando uma sacola de laranjas, com um leve halo ganhando a cena. Cohen, de Grimsby, aparece vestindo fantasia de coelhinho da Páscoa, símbolo de empreendedorismo diante das dificuldades de conseguir trabalho. Em Scarborough, Jake, Keane e Charlie aparecem voltados para longe da costa, em uma parede de Oliver’s Mount, sugerindo convicções e inquietudes.
O projeto também envolve um filme sobre a vida de quatro jovens que frequentam o House of Wingz, em Blackpool, destacando dilemas ao deixarem as cidades costeiras para seguir carreiras criativas. Relatos de apoio a clubes, voluntariado e educação seguem como parte da narrativa de resiliência.
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