O Distrito Federal registrou 73 mortes no trânsito de janeiro a abril, segundo o Detran. Entre as fatalidades, os pedestres correspondem a um quarto do total. O caso de Elcina Pereira Brito, atropelada na Arapoanga, ganhou notoriedade nos últimos dias.
Elcina, costureira de 58 anos, morreu após ser atingida por um Prisma branco dirigido por Erick Sávio Alves de Souza, de 21 anos, que estava sob efeito de drogas e sem CNH. O acidente ocorreu na terça-feira, dia 2 de junho, em Setor Habitacional Arapoanga. O corpo foi sepultado na quarta-feira (3/6) em Formosa, Goiás.
Apenas três dias antes, outras duas pessoas perderam a vida em atropelamentos no DF. A cidade segue com números elevados de fatalidades, mantendo o cenário de alta gravidade apresentado pelo levantamento do Detran-DF.
Panorama das causas
Dados de maio, vinculados ao movimento Maio Amarelo, apontam altas infrações por dirigir sob influência de álcool, dirigir sem CNH e uso de escapamento irregular. O excesso de velocidade é o tipo de infração mais registrado, com mais de 1,8 milhão de autuações em 2025.
Especialistas destacam desigualdades na infraestrutura entre o Plano Piloto e as regiões administrativas, com menor oferta de calçadas, ciclovias e sinalização nas periferias. Regiões como Samambaia, Planaltina, Taguatinga e Gama aparecem entre as mais afetadas por sinistros fatais.
Entorno urbano e perspectivas
Analistas defendem redução de limites de velocidade, melhoria do transporte público e investimentos em redutores de velocidade. Estudos indicam que quedas de até 5% na velocidade podem reduzir fatalidades. A precarização do transporte público é apontada como motivador da migração para veículos privados, elevando o risco nas vias.
Até abril, 32 motociclistas já haviam morrido no DF. A — agricultura de dados e análises aponta que a combinação de álcool, drogas e alta velocidade eleva o perigo nas ruas, especialmente em vias urbanas de alta densidade.
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