Um novo projeto apresentado durante a Feira do Livro em São Paulo propõe aproximar bibliotecas escolares de livrarias de rua e feiras literárias, com a criação do selo “Escola Amiga do Livro”. A ideia é reconhecer instituições que valorizam a leitura como parte do projeto pedagógico.
A iniciativa é promovida pela SP Livro, organização recente que atua como elo entre pequenos e médios empresários do mercado livreiro paulista. Paulo Werneck, diretor da Associação Quatro Cinco Um, participa do movimento.
O selo deve envolver principalmente bibliotecas de escolas particulares, livrarias de rua e editoras independentes, estimulando boas práticas e o compartilhamento de conteúdos literários entre escolas e espaços de leitura da cidade.
Selo Escola Amiga do Livro
O Colégio Santa Cruz, da zona oeste, foi citado como exemplo. A instituição possui biblioteca com acervo de 45 mil títulos e passou por uma reforma com apoio de uma pedagoga, Sandra Medrano. Para ela, a biblioteca integra o currículo.
A proposta incentiva que escolas compartilhem listas de leitura com livrarias locais para abastecer estoques e promover atividades conjuntas entre alunos, pais e professores. Também visa conscientizar sobre bibliodiversidade e combate à pirataria em PDF.
O projeto prevê ainda visitas de estudantes a festivais literários, incluindo a Feira do Livro de 2027. Entre 22 e 30 de maio, instituições com o selo poderão agendar participação no evento.
Olhos na participação pública
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo tem participado de forma aberta ao diálogo com a Feira, segundo nota enviada à coluna. Em vez de voucher, a pasta aponta planejamento orçamentário para a Bienal Internacional do Livro, já integrada ao calendário da rede.
A Secretaria ressalta que ações formativas para profissionais da rede municipal podem ocorrer, conforme alinhamento com o evento. A ideia é manter o acesso aos livros mesmo com mudança na organização da programação.
A parceria com a SP Livro segue como tentativa de ampliar o alcance de leitura entre redes privadas e públicas, fortalecendo o ecossistema do livro na cidade. A proposta está sujeita a etapas de implementação e validação institucional.
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