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MP recorre da sentença de Monique Medeiros no caso Henry Borel

Promotoria recorre da sentença que desclassificou homicídio de Monique Medeiros para homicídio culposo no caso Henry Borel

Monique chorou ao ouvir a decisão da Justiça
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O Ministério Público vai recorrer da sentença proferida no caso Henry Borel. A mudança de classificação criminal ocorreu após o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio desclassificar homicídio doloso para homicídio culposo e aplicar perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança. Horas depois, ela deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

A promotoria informou que a decisão não condiz com a avaliação inicial de que Monique seria responsável pela morte com intenção de matar. A acusação sustenta que ela omitiu-se diante das agressões de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto de Henry, que também foi condenado. Houve a justificativa de que o tempo já cumprido como prisão preventiva encerrava a pena.

Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. O promotor Fábio Vieira afirmou que havia histórico de violência contra mulheres e crianças, citando relatos da própria Monique sobre agressões do padrasto. Ele ressaltou que Monique, na condição de mãe, omitiu-se para evitar danos a Henry.

Defesa de Monique

Os advogados de Monique destacaram a soberania do júri como garantia constitucional, afirmando que o julgamento avaliou as provas dentro das regras do júri popular. A defesa sustenta que Monique não praticou violência diretamente contra o filho e que o erro foi não reconhecer a violência que enfrentavam. A nota reforça a necessidade de entender abusos além da violência física, incluindo questões psicológicas e de gênero.

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