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Promotor critica perdão judicial a Monique e busca nulidade

Promotor Fábio Vieira afirma que recurso contra o perdão judicial a Monique Medeiros já foi apresentado ao Tribunal de Justiça, sustentando nulidade do júri

Reação de Monique Medeiros ao ser perdoada
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O promotor Fábio Vieira, que atuou no caso Henry Borel, informou à CNN que já apresentou recurso ao Tribunal de Justiça para questionar a validade do júri que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança. Segundo ele, a medida já está formalizada.

Vieira afirmou que a defesa recorreu às instâncias superiores para que o júri seja declarado nulo, destacando que o TJ é a primeira instância a ser acionada nesse processo. A promotoria contesta a decisão e busca revisão do veredito.

Apesar da interposição do recurso, Vieira disse que a condenação permanece, mesmo com o perdão judicial. Ele ressaltou que Monique é considerada responsável pela tortura que vitimou Henry, no dia 12 de fevereiro, enquanto a vítima estava em um shopping.

Análise sobre a aplicação do perdão

O promotor apontou dois possíveis equívocos na aplicação do perdão judicial. O primeiro envolve a percepção dos jurados sobre a absolvição de Monique, mesmo diante da omissão reconhecida. O segundo argumento questiona a adequação do perdão judicial ao caso, que envolve dolo na omissão de cuidados com a criança.

Para Vieira, o perdão judicial seria inadequado em situações de dolo claro, em que a mãe tinha conhecimento da violência contra a criança. Ele afirmou que a natureza do instituto costuma caber em casos de negligência sem intenção de ferir, o que não ocorreria no caso em questão.

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