Após 54 dias de greve, estudantes da USP recomendam encerrar a paralisação e retornar às aulas. A decisão ocorreu em assembleia na noite de segunda (8) e envolve a maioria dos votos entre alunos. A prática, porém, depende de cada unidade.
A votação teve 323 favoráveis ao encerramento, 255 pela continuidade e 9 abstenções. O pleito não encerra o movimento de imediato: cada faculdade deverá promover assembleias para decidir a retomada.
Parte das unidades já voltou ao funcionamento, como Direito, Medicina, Escola Politécnica e campi no interior. A reitoria, porém, manteve a condição de que a decisão final cabe às respectivas unidades.
A greve começou em 14 de abril e alcançou 43 unidades. Os estudantes reivindicavam o aumento do Pafpe, benefício para permanência estudantil, inicialmente igualar ao salário mínimo, depois pleiteando R$ 1.096 mensais.
Os protestos incluíram piquetes, ocupação de reitoria e pressão por melhorias no Crusp. A gestão já ofereceu reajuste do auxílio de R$ 885 para R$ 912 e melhorias em habitação, com canais de diálogo ampliados, segundo a administração.
Durante as negociações, houve críticas a supostas extrapolações da pauta universitária pelo movimento. O reitor afirmou que a greve avançou para temas não vinculados à gestão da instituição, enquanto representantes estudantis cobraram continuidade do diálogo.
O retorno gradual das atividades ocorre em um contexto de aproximação do fim do semestre. Estudantes discutem agora o calendário de reposição das etapas suspensas e a organização das próximas etapas acadêmicas.
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