O editor-chefe da CT avalia o livro Empire of Ink, de Alex Wright, como uma história da imprensa americana até 1900 que falha ao não incorporar a influência da fé cristã ao longo dos séculos. O autor descreve as façanhas de editores, tipógrafos e publicações que moldaram o cenário, mas segundo a avaliação, pouco aborda o papel da religião na formação das massas de leitores.
A crítica aponta ainda que Wright destaca casos polêmicos de publicações sensacionalistas, como jornais com nomes provocativos, mas prioriza a visão negativa sobre a imprensa, deixando de lado o contexto mais amplo. O repórter cita episódios em que a imprensa foi instrumento de moralismo, sem deixar de reconhecer o dinamismo dos tempos.
Em paralelo, o comentário cita episódios históricos relevantes que o livro não aborda em profundidade, como a relação entre imprensa e conflitos que dividiram o país. Entre relatos dramáticos, há menção a duelos entre editores em Roseburg, em 1870, com várias lesões, mas sem óbitos. O episódio ilustra o papel da imprensa na competição jornalística da época.
Livros recomendados para leitura
Jonathan Cheng, 2026, Korean Messiah discute a presença de raízes cristãs na personalidade pública da Coreia do Norte sob uma nova perspectiva histórica, apontando a figura de líderes influenciados pela fé e por narrativas religiosas no aparato estatal. O estudo sustenta que traços cristãos moldaram o propaganda político-cultural do regime.
Robert E. Bonner, The First Pariah State: How Proslavery Confederacy Menaced the World, também de 2026, analisa como a defesa da escravidão pela Confederação ganhou repercussões globais. O livro descreve críticas religiosas ao uso da religião para justificar a escravidão e as repercussões internacionais, com atenção a opiniões de ministros europeus.
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