Na manhã desta terça-feira, a operação Infiltrados, do Ministério Público de São Paulo, prendeu um ex-estagiário do próprio MP suspeito de infiltrar-se em uma Promotoria de Justiça Criminais de Campinas e invadir bancos de dados do órgão para extorquir criminosos. O objetivo, segundo as investigações, era obter informações privilegiadas para uso ilícito.
Além do ex-estagiário, foram presos o Chefe dos Investigadores da Dise de Campinas e um ex-investigador da Polícia Civil. As apurações indicam que o estagiário contava com o apoio de outros agentes, inclusive de um policial penal e de um ex-policial civil já expulso por extorsão mediante sequestro.
De acordo com as investigações, o grupo identificava criminosos com alto poder financeiro e passou a exigir vantagens em troca de suposta proteção nas investigações. Os atos teriam sido realizados via internet a partir de um escritório de advocacia.
Desdobramentos e contexto
A investigação aponta ainda que uma semana antes da deflagração da Operação Pronta Resposta, em 2025, um dos suspeitos por planejar a dedução de um promotor do MP manteve encontro com o Chefe dos Investigadores da Dise de Campinas, ambos presos na ação. O Ministério Público vê indícios de repasse de informações privilegiadas por parte do investigador à organização criminosa.
A operação é um desdobramento das ações Pronta Resposta e Off White, com apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da OAB, para cumprir buscas em escritório de advocacia. O MP investiga ainda a origem e o uso dessas informações.
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