Seis jovens entre 18 e 22 anos invadiram os blocos K e L da administração central da USP, na Cidade Universitária, na noite desta segunda-feira. O grupo, dissidente de greve, ocupou o prédio com barricadas após uma assembleia que aprovou o fim da paralisação iniciada em abril. A ação ocorreu sem aviso prévio, em meio à mobilização estudantil.
Polícia Militar foi acionada e dispersou os manifestantes, que estavam encapuzados e portavam pedaços de madeira e outros objetos. Três seguranças ficaram feridos e receberam atendimento médico no Hospital Universitário. Os invasores foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial; após depoimento, foram liberados por volta das 2h de terça-feira. Nomes não foram divulgados.
A SSP informou que foram apreendidos fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros itens usados durante a ocupação. A perícia avaliou danos em mobiliário e equipamentos do local. O caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.
No mesmo dia, mais de 500 alunos participaram de assembleia que decidiu encerrar a greve unificada, iniciada em abril. O Diretório Universitário afirmou que a votação reuniu estudantes de diferentes unidades. Mesmo com o fim da paralisação, duas campanhas foram mantidas: contra eventuais punições aos grevistas e pela saída do reitor, Aluisio Segurado.
Entenda o contexto: a greve foi uma das maiores mobilizações da última década, com adesão de diversas unidades e episódios como invasões à reitoria em maio. O movimento reivindicava, entre outros pontos, ajuste do Pafpe e melhorias na permanência estudantil; a reitoria havia oferecido reajuste inflacionário no benefício. As negociações seguem sob avaliação da instituição.
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