Membros do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Unicamp ocuparam nesta segunda-feira o prédio da administração da instituição. O ato integra protesto por pautas não atendidas durante as negociações para encerrar a greve estudantil, que completa um mês na próxima quinta-feira (18). A ocupação ocorreu no campus de Campinas, no interior de São Paulo.
Segundo nota do DCE, a tensão aumentou com o uso, supostamente, de inteligência artificial para analisar a carta de reivindicações. O grupo afirma que, com a análise, a reitoria teria elencado poucas pautas como elegíveis para negociação, o que, para eles, demonstra descaso.
Entre as pautas apresentadas estão: criação de um grupo de trabalho de Vigilância Nutricional com paridade entre estudantes e servidores; distribuição de cestas básicas a mães solo nas moradias estudantis; participação de estudantes imigrantes e refugiados em novos processos seletivos; disponibilização de espaços para sedes de movimentos sociais; grupo de trabalho para ampliar contratação de professores da África; criação da Pró-reitoria de ações afirmativas, diversidade e equidade; treinamento da equipe de segurança para atendimento de vítimas de violência; extinção da exigência de cursar línguas estrangeiras para estudantes indígenas.
Resposta da reitoria
Nesta terça-feira (9), a reitoria divulgou carta aberta reconhecendo a legitimidade das manifestações e afirmando buscar aperfeiçoar as políticas universitárias. Em resposta à avaliação de insuficiência das propostas, a instituição tornou público o documento com 32 promessas.
Entre as promessas, a carta aberta menciona a criação de uma Comissão de acompanhamento das políticas de permanência trans e a busca por espaços que possam servir de sede a movimentos sociais. O texto também cita reuniões futuras para avançar nas pautas apresentadas pelo movimento estudantil.
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